quinta-feira, 30 de junho de 2016

Acidente nuclear de Fukushima

Acidente nuclear de Fukushima I


 1 Acidente nuclear de Fukushima I

O acidente nuclear de Fukushima Daiichi (福 島 第 一 原 子 力 発 電 所 事 故, Fukushima Dai-ichi ?pronúncia genshiryoku hatsudensho jiko?) diz respeito a uma série de falhas de equipamentos da Central Nuclear de Fukushima I, no Japão, e de lançamentos de materiais radioativos no ambiente, em consequência dos danos causados pelo sismo de Tōhoku, seguido de tsunami, que ocorreu às 14:46 JST em 11 de março de 2011.[1] A central nuclear é composta por seis reatores de água fervente em separado mantidos pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO). Os reatores 4, 5 e 6 haviam sido fechados para manutenção antes do terremoto. Os reatores restantes foram fechados automaticamente após o terremoto e geradores de emergência foram iniciados para manter as bombas de água necessárias para resfriá-los. A central foi protegida por um dique projetado para resistir a um maremoto de 5,7 metros de altura, mas cerca de 15 minutos após o terremoto foi atingido por uma onda de 14 metros, que chegou facilmente ao topo do paredão. A planta inteira, incluindo o gerador de baixa altitude, foi inundada. Como consequência, os geradores de emergência foram desativados e os reatores começaram a superaquecer devido à deterioração natural do combustível nuclear contido neles. Os danos causados pela inundação e pelo terremoto impediram a chegada da assistência que deveria ser trazida de outros lugares.


Causas

Mapa mostrando o epicentro do terremoto e a posição das centrais nucleares afetadas.
Devido à falta de arrefecimento pela água, os reactores, mesmo desactivados, aqueceram levando a uma fusão parcial do núcleo nos reatores 1, 2 e 3; explosões de hidrogênio destruíram o revestimento superior dos edifícios de alojamento dos reatores 1, 3 e 4; uma explosão danificou o confinamento dentro do reator 2; e múltiplos incêndios eclodiram no reator 4. Além disso, as barras de combustível armazenado em piscinas de combustível irradiado das unidades 1-4 começaram a superaquecer os níveis de água nas piscinas abandonadas. Receios de vazamentos de radiação levaram a uma evacuação de 2000 km de raio ao redor da planta. Os trabalhadores da fábrica sofreram exposição à radiação e foram temporariamente evacuados em vários momentos. Em 11 de abril, as autoridades japonesas designaram a magnitude do perigo em reatores 1, 2 e 3 no nível 7 da Escala Internacional de Acidentes Nucleares (INES).[2] A energia foi restaurada para partes da central nuclear em 20 de março, mas máquinas danificadas por inundações, incêndios e explosões permaneceram inoperantes.[3]

Acidente nuclear de Fukushima I 2


Reações Medições realizadas pelo Ministério da Ciência e Educação do Japão nas áreas do norte do Japão entre 30 e 50 km da área apresentaram níveis altos de césio radioativo, suficientes para causar preocupação. Alimentos produzidos na área foram proibidos de serem vendidos. Foi sugerido que as medições mundiais de iodo-131 e de césio-137 indicaram que os lançamentos radioativos de Fukushima são da mesma ordem de grandeza que os lançamentos de isótopos do desastre de Chernobil em 1986; O governo de Tóquio recomendou que a água da torneira não deve ser usada temporariamente para preparar alimentos para crianças. Contaminação por plutônio[4] foi detectada no solo em dois locais da central nuclear. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou em 27 de março que os trabalhadores da central foram internados por precaução, em 25 de março, por terem sido expostos a níveis de radiação entre 2 e 6 Sv em seus tornozelos quando em pé na água na unidade 3. A reação internacional ao acidente também era preocupante. O governo japonês e a TEPCO têm sido criticados por má comunicação com o público e esforços de limpeza improvisados. Especialistas dizem que uma força de trabalho de centenas ou mesmo milhares levariam anos ou décadas para limpar a área. Em 20 de março, o chefe de gabinete do secretário Yukio Edano anunciou que a estação seria desativada logo que a crise acabar.


Situação em 2014


Vazamentos de material radioativo Em 9 de abril de 2013, houve vazamento de água radioativa proveniente dos tanques subterrâneos de armazenamento, contaminando  o solo e as água nas proximidades. A Tepco informou que o vazamento havia sido mínimo e que fora controlado, sendo que a água radioativa já havia sido armazenada numa área restrita. Na ocasião, a usina de Fukushima já tinha armazenado mais de 270 mil toneladas de água altamente radioativa, consumindo mais de 80% da capacidade de armazenamento da usina. A Tepco adiantou que a quantidade de água contaminada deve dobrar nos próximos três anos e que planeja atender a demanda de armazenamento através da construção de centenas de tanques de água adicionais, em meados de 2015.[5] Três meses depois, em 9 de julho, a Tepco informou que o nível de césio radioativo da água de um poço na área da usina era 90 vezes maior do que três dias antes, e que a água contaminada poderia se espalhar pelo Oceano Pacífico. A Tepco também informou que os níveis de césio-134 na água do poço estavam em 9.000 becquerels por litro, ou seja, 150 vezes o nível máximo permitido. Já o nível de césio-137 atingira 18.000 becquerels - 200 vezes o nível permitido. Foram os mais altos níveis de césio apresentados desde o desastre de março de 2011.[6]



Contaminação do Oceano Pacífico


A Tepco usa diariamente um grande volume de água para refrigerar os reatores da usina que foram desativados após o acidente. Toda essa água é armazenada em mais de mil tanques construídos no local. Em contato com as varetas de combustível nuclear, a água se torna altamente radioativa e precisa ser armazenada em grandes tanques, onde passa por um processo de purificação. 400 toneladas de água radioativa são produzidas a cada dia em Fukushima. Em agosto de 2013, quase dois anos e meio após o acidente nuclear, verificaram-se vários vazamentos de material radioativo e, ainda, a possibilidade de um grande transbordamento de água contaminada com material radioativo para o Oceano Pacífico, colocando em estado de emergência o complexo nuclear de Fukushima e acirrando as pressões sobre a Tepco. O governo do Japão acredita que os vazamentos de água estejam ocorrendo há dois anos.[7] A Tepco havia construído uma barreira subterrânea junto ao mar, mas a água proveniente dos reatores danificados está passando por cima da estrutura de contenção. Segundo um dirigente do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, o volume de água despejado diariamente no Pacífico é de aproximadamente 300 toneladas. Segundo o jornal Asahi Shimbun, uma força-tarefa do governo japonês calculou em três semanas o prazo para a água
contaminada chegar à superfície.[8][9]

Nos últimos dois meses, a Tepco tem trabalhado com o Governo numa solução que consiste em congelar o solo em volta dos reatores, para impedir a saída de água radioativa e seu contacto com a água limpa que vem das montanhas. Para isso, será necessário fazer perfurações no solo e injetar um fluido refrigerante, num perímetro de 1,4 km. A metodologia nunca foi testada nessa escala e poderá custar 40.000 milhões de ienes (310 milhões de dólares). Até pouco tempo atrás, a Tepco dizia que conseguira manter a água radioativa na região da usina e que havia sido bem sucedida em evitar que essa água fosse para o oceano. Tal afirmação foi contestada, e a Tepco afinal admitiu que provavelmente parte da água contaminada estaria vazando para o mar.[10] No final de agosto, um vazamento dessa água radioativa usada no resfriamento de um dos reatores danificados fez a Tepco elevar o nível de risco de 1 para 3, na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (conhecida como escala Ines, sigla de International Nuclear and Radiological Event Scale), que vai até 7.

De fato já houve pelo menos quatro vazamentos semelhantes. Aparentemente, a causa desses eventos está na vedação dos tanques de armazenamento. Segundo Neil Hyatt, professor da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, "para manter o ritmo de armazenamento da água radioativa, a Tepco optou por usar tanques com vedação plástica. Rachaduras nessas vedações foram as causas no vazamento". Acredita-se que 30% dos tanques tenham sido construídos dessa forma. [] [1] Black, Richard.



"Fukushima - disaster or distraction?" (http:/ / www. bbc. co. uk/ news/ science-environment-12789749) BBC News. 18 de março de 2011 excerpt, "Japan's nuclear safety agency has uprated its assessment of the Fukushima power station incident from a level four to a level five .... Level five is defined as an 'accident with wider consequences'." Compare "Japan's unfolding disaster 'bigger than Chernobyl'," (http:/ / www. nzherald. co. nz/ world/ news/ article. cfm?c_id=2& objectid=10716671) New Zealand Herald. 2 de abril de 2011. [2] 'Japan to Raise Alert Level of Nuclear Crisis' (http:/ / www. nytimes. com/ aponline/ 2011/ 04/ 11/ world/ asia/ AP-AS-Japan-Earthquake-Rating. html) BBC News online 18 March 2011. [3] Stricken Reactors May Get Power Sunday (http:/ / online. wsj. com/ article/ SB10001424052748704021504576210251376606080. html?mod=googlenews_wsj), Wall Street Journal, 19 March 2011 [4] Japan mulls Fukushima food ban: IAEA (http:/ / www. reuters. com/ article/ 2011/ 03/ 19/ us-japan-nuclear-food-idUSTRE72I1X120110319), Reuters, 19 March 2011 [5] Russia Today. Radioactive water leaks from Fukushima nuclear plant (http:/ / www. dw. de/ radioactive-water-leaks-from-fukushima-nuclear-plant/ a-16725927) [6] Radioactive cesium level soars 90-fold at Fukushima in just 3 days (http:/ / rt. com/ news/ radiation-levels-soar-fukushima-839/ ). RT, 9 de julho de 2013. [7] Usina de Fukushima libera água contaminada no mar "há 2 anos", diz Japão (http:/ / br. reuters. com/ article/ topNews/ idBRSPE97601020130807). Reuters, 7 de agosto de 2013. [8]

Vazamento de água radioativa cria nova emergência em Fukushima. Agência reguladora denuncia gestora do complexo por contaminação do lençol freático (http:/ / oglobo. globo. com/ mundo/ vazamento-de-agua-radioativa-cria-nova-emergencia-em-fukushima-9354686). O Globo, 5 de agosto de 2013. [9] Governo japonês vai intervir em Fukushima para conter água radioactiva (http:/ / www. publico. pt/ ecosfera/ noticia/ governo-japones-vai-intervir-em-fukushima-para-conter-agua-radioactiva-1602454). Público, 7 de agosto de 2013. [10] Fukushima libera 300 ton de água contaminada no mar (http:/ / www. estadao. com. br/ noticias/ internacional,fukushima-libera-300-ton-de-agua-contaminada-no-mar,1061471,0. htm). Estadão, 7 de agosto de 2013.
Fontes e Editores da Página 4


Acidente nuclear de Fukushima I  Fonte: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=39204679  Contribuidores: AngeloFaccine, Arthux13, ChristianH, Chronus, CommonsDelinker, Dark-Y, Eduardofeld, HVL, Holdfz, Japf, Marcos Elias de Oliveira Júnior, Renato de carvalho ferreira, Rodrigolopes, Schekinov Alexey Victorovich, Stuckkey, Takeshi-br, Vitor Mazuco, Yone Fernandes, Zdtrlik, Érico Júnior Wouters, 47 edições anónimas Fontes, Licenças e Editores da Imagem Ficheiro:Loudspeaker.svg  Fonte: http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ficheiro:Loudspeaker.svg  Licença: Public Domain  Contribuidores: Bayo, Frank C. Müller, Gmaxwell, Gnosygnu, Graphium, Husky, Iamunknown, Mirithing, Myself488, Nethac DIU, Nixón, Omegatron, Rocket000, Shanmugamp7, Snow Blizzard, Steinsplitter, The Evil IP address, Túrelio, Wouterhagens, 29 edições anónimas Ficheiro:JAPAN EARTHQUAKE 20110311.png



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Three Mile Island

Three Mile Island 1 Three Mile Island



Three Mile Island.



Three Mile Island é a localização de uma central nuclear que em 28 de Março de 1979 sofreu uma fusão parcial, havendo vazamento de radioatividade para a atmosfera. A central nuclear de Three Mile Island fica na ilha no Rio Susquehanna no Condado de Dauphin, Pensilvânia, próximo de Harrisburg, com uma área de 3,29 km².



O acidente O acidente ocorrido em 28 de março de 1979, na usina nuclear de Three Mile Island, estado da Pensilvânia nos Estados Unidos, foi causado por falha do equipamento devido a falhas no sistema secundário nuclear e erro proposital. Houve corte de custos que afetaram economicamente a manutenção e uso de materiais inferiores. Mas, principalmente apontaram-se erros humanos, com decisões e ações erradas tomadas por pessoas não preparadas O acidente desencadeou-se pelos problemas mecânico e elétrico que ocasionaram a parada de uma bomba de água que alimentava o gerador de vapor, que acionou certas bombas de emergência que tinham sido deixadas fechadas. O núcleo do reator começou a se aquecer e parou e a pressão aumentou. Uma válvula abriu-se para reduzir a pressão que voltou ao normal. Mas a válvula permaneceu aberta, ao contrário do que o indicador do painel de controle assinalava. Então, a pressão continuou a cair e seguiu-se uma perda de líquido refrigerante ou água radioativa: 1,5 milhão de litros de água foram lançados no rio Susquehanna. Gases radioativos escaparam e atingiram a atmosfera. Outros elementos radioativos atravessaram as paredes. Um dia depois foi medido a radioatividade em volta da usina que alcançava até 16 quilômetros com intensidade de até 8 vezes maior que a letal. Apesar disso,o governador do estado da Pensilvânia iniciou a retirada só dois dias depois do acidente. O governador Dick Thornburgh aconselhou o chefe da NRC, Joseph Hendrie, a iniciar a evacuação "pelas mulheres grávidas e crianças em idade pré-escolar em um raio de 5 milhas ao redor das instalações". Em poucos dias, 140.000 pessoas haviam deixado a área voluntariamente.



Fatos Interessantes •

• Treze dias antes havia sido lançado o filme "Síndrome da China" com Jane Fonda, que muitos consideraram como premonitório da catástrofe na usina nuclear, inclusive sendo usado suas cenas pelo jornalistas da TV para ilustrar a cobertura do acidente. •

 • O acidente nuclear nesta central foi considerado o mais grave, até ser superado pela ocorrência em Chernobyl e agora também por Fukushima. •


 • No filme X-Men Origens: Wolverine, a usina é usada para um centro fictício de mistura genética dos mutantes, para criação de mutantes assassinos.


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Three Mile Island


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Fukushima Vs Chernobyl



Chernobyl, União Soviética, 26 de abril de 1986, 1h23 pelo horário local. O reator 4 da usina nuclear sofre um catastrófico aumento de potência e o núcleo explode várias vezes, liberando gás xenônio, metade da carga de iodo-131 e de césio-137 e pelo menos 5% do material radioativo restante. Os 50 mil habitantes de Pripyat são retirados às pressas, transformando-a em uma cidade-fantasma. Uma nuvem de radiação — 100 vezes maior que a das bombas de Hiroshima e Nagasaki — espalha-se sobre a Ucrânia, a Bielorrússia, a Rússia e sobre parte da Europa e da Escandinávia. Nos anos seguintes, 4 mil pessoas desenvolvem câncer de tireoide, inclusive a engenheira Natalia Manzurova, que se viu obrigada a trabalhar na descontaminação da área (leia a entrevista). Reportagem de Rodrigo Craveiro, no Correio Braziliense.
Acidente na usina nuclear de Fukushima permenece rodeado de mistério
Fukushima, Japão, 11 de março de 2011, 14h46. Um terremoto de magnitude 9 na escala Richter provoca um tsunami devastador, que mata 27 mil pessoas e danifica quatro dos seis reatores da usina nuclear de Fukushima Daiichi. Três explosões nos prédios da central atômica levam ao vazamento de radioatividade na atmosfera. Especialistas temem que o combustível do núcleo do reator 2 tenha sofrido derretimento completo. Altos níveis de césio-137, iodo-131 e plutônio são detectados na água. Ainda se desconhece o impacto do acidente sobre a saúde humana. No entanto, a população num raio de 20km foi removida às pressas. Quem vive entre 20km e 30km de distância da usina recebeu o conselho de deixar a região e se afastar ainda mais.
Enquanto Chernobyl ocupa o nível 7 — o máximo na Escala Internacional de Evento Nuclear (Ines, pela sigla em inglês) —, Fukushima recebeu a classificação de nível 6. Iouli Andreev também atuou na tentativa de descontaminar Chernobyl e, após o acidente, foi diretor científico do serviço de emergência nuclear russa Spetsatom. Em entrevista ao Correio, ele explica que o fato de a informação sobre Fukushima ser vaga e fragmentada torna quase impossível comparar os dois desastres. “Toda a radiação de Chernobyl foi liberada durante as duas primeiras semanas após a explosão. Em Fukushima, a radioatividade ainda é expelida e se desconhece a quantidade final”, comenta. Segundo Iouli, o padrão comum de ambos os acidentes é a tentativa de esconder a situação real do público e dos especialistas estrangeiros.

Na semana passada, o governo japonês divulgou que a quantidade de iodo radioativo na água em torno da usina de Fukushima superava em 5 milhões o limite legal. Iouli considera a medida “uma complicada tentativa de mascarar números reais”. “Até agora, a Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco) não forneceu dados sobre a distribuição de estrôncio, plutônio e outros radionucleídeos na área contaminada. Ninguém vai beber a água do mar. Os limites legais devem ser aplicados ao ar, à água encanada, aos alimentos e à radiação ambiental”, conclui o especialista.

Pior
Nos últimos dias, Natalia Mironova causou polêmica ao garantir que o incidente em Fukushima é muito pior do que o de Chernobyl. “Iodo radioativo, estrôncio, plutônio e trítio têm sido descarregados na atmosfera, por meio da evaporação da água do mar usada para cobrir os reatores e os depósitos de combustível nuclear gasto”, explica a presidente do Movimento para Segurança Nuclear da Rússia. Mironova lembra que em Fukushima houve vazamento de água radioativa para o oceano. “Ao cobrir a terra, a vegetação e os mananciais, a radiação foi incluída imediatamente na cadeia alimentar. O ar, a água potável, os vegetais e os frutos do mar estão contaminados”, alerta.

Mironova admite que cada acidente é único, dependente da combinação de fatores e da paisagem natural ao redor. De acordo com a engenheira termodinâmica e ativista antinuclear, o Japão precisa lidar com quatro reatores fora de controle, enquanto o problema em Chernobyl se restringia a apenas um. “Os reatores de Fukushima continuam expelindo fumaça. O processo em Chernobyl durou duas semanas”, compara. A especialista aconselha que toda a contaminação na província japonesa seja mapeada, e não apenas modelada por computador, a fim de se conhecer os danos reais. Ela reconhece a insuficiência de informações sobre o que ocorreu em Fukushima. “Em Chernobyl, década após década, as estimativas sobre os danos causados pelo desastre multiplicaram de 10 para 100 vezes”, sustenta. A russa defende uma análise criteriosa sobre o impacto na economia japonesa e na esfera dos suprimentos — finanças, alimentos, transporte, água potável, medicina e gasolina. E adverte: “As ambições nucleares destruíram a União Soviética enquanto Estado. Veremos o que ocorrerá ao Japão”.

Em Chernobyl, Iouli jamais pôde concluir as tarefas iniciadas 25 anos atrás. “Era parte de meu trabalho desenvolver os métodos de descontaminação do solo, dos reservatórios de água, dos prédios e das florestas”, relata. Até hoje, porém, a chamada Zona Chernobyl permanece contaminada.

“Era apenas mais um trabalho”
Natalia Manzurova chegou a Prypiat (atual Ucrânia) em abril de 1986. Então com 35 anos, a engenheira especialista em ecologia e radiação cumpria ordens de Moscou. Nos quatro anos e meio seguintes, atuaria como um dos 800 mil liquidadores — termo usado para se referir ao profissional responsável pela limpeza da usina nuclear de Chernobyl e pela construção do sarcófago do reator 4. Em entrevista exclusiva ao Correio, por telefone, ela contou que não imaginava o risco que correria durante o trabalho. A radioatividade deixou-lhe várias sequelas e transformou-a em uma ativista contrária à energia atômica. A sobrevivente do pior acidente nuclear da história alerta que o desastre na usina de Fukushima já se compara ao de Chernobyl.

Como a senhora enfrentou o medo da radiação, enquanto trabalhava na limpeza da área de Chernobyl?
Quando fui convocada a fazer esse trabalho, era apenas mais um trabalho. Eu fui até lá como se fosse um médico se preparando para uma intervenção cirúrgica. Não conhecíamos a proporção do acidente. A situação não estava clara quando cheguei a Chernobyl. No início, não sabíamos que havia vazamento de radiação.

Que sequelas a senhora sofreu ante a exposição excessiva à radioatividade?
Eu sofri uma deficiência no sistema imunológico, que não está funcionando bem. Também desenvolvi uma aberração cromossômica. Por causa do excesso de radiação, o DNA e os cromossomos sofreram muitos danos. Quando eu tinha 40 anos, descobri um tumor e precisei extrair a tireoide. Eu não conheço nenhum outro liquidador que tenha sobrevivido ao acidente nuclear sem apresentar todos os tipos de danos causados pela radiação. Quando olho para os jovens liquidadores de Fukushima, eu me identifico com eles.

Na sua opinião, existe o risco de Fukushima se tornar pior que Chernobyl?
Nós já temos um acidente que repete Chernobyl. Quando vejo os liquidadores de Fukushima, vejo jovens, assim como na Ucrânia. Também temos populações removidas, que sofrem profundamente com as circunstâncias do evento. São pessoas que não sabem como agir e não sabem se houve o impacto sobre o meio ambiente ou sobre elas mesmas. Os radionucleídeos descarregados de Fukushima atingiram a água e o meio ambiente, enquanto em Chernobyl eles se concentraram mais no solo. Em Fukushima, a radioatividade atinge cada vez mais fundo o oceano e o solo. A burocracia nuclear, a indústria nuclear, era muito bem organizada em Chernobyl.

De que modo o mundo deve lidar com a energia nuclear? Qual é a receita para reduzir riscos?
Não existe uma solução para garantir a segurança da energia nuclear. O que se pode fazer é aplicar dinheiro em pesquisas com energias alternativas. (RC)

EcoDebate, 12/04/2011



Local virou atração turística

Em meio a lagos, terra arenosa e florestas nas estepes ao norte de Kiev, fica Chernobyl, que adquiriu notoriedade internacional quando, no dia 26 de abril de 1986, técnicos fizeram uma experiência com um dos quatro reatores de energia nuclear ali instalados. Ele sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais, e um derretimento nuclear. Sem um recipiente de contenção, o conteúdo radioativo foi carregado pelo ar sobre grandes porções da Europa, causando um pânico internacional. Hoje, há uma área de exclusão de 30 km em torno de Chernobyl, o que não impede a visita contante de turistas – numa modalidade algo mórbida de passeio.

No período mediamente após a explosão, foram mortos 31 trabalhadores da usina, e milhares de outras pessoas que viviam na região que hoje faz parte da Ucrânia e da Bielorrússia receberam doses que radiação que encurtaram suas vidas. Cientistas divergem sobre o número de mortos. A Organização Mundial de saúde afirma que foram 4 mil. Os números do Greenpeace, que parecem notavelmente exagerados, falam em 200 mil. 

Níveis significativos de césio 137, estrôncio 90 e isótopos de plutônio ainda poluem o solo local. Em uma zona conhecida como Floresta Vermelha, chegou a um nível 20 vezes mais alto que o da contaminação de Hiroshima e Nagasaki, o que ainda é muito perigoso.

A explosão de Chernobyl foi o pior acidente nuclear do mundo, e é o único classificado no nível sete da Escala Internacional de Eventos Nucleares. Os 25 anos do acidente, no mês que vem, certamente ganharão uma ressonância dramática, depois dos incêndios nos reatores de Fukushima, que ressuscitaram temores de que o pânico nuclear tome o planeta mais uma vez-  embora o evento no Japão tenha sido classificado no nível cinco da escala.




sábado, 11 de junho de 2016

Escala Internacional de Acidentes Nucleares










Conforme o link abaixo veja a Classificação de Acidentes Nucleares

Escala Internacional de Acidentes Nucleares 


Entenda melhor através deste Link os tipos de acidentes e como foram classificados

click aqui

Todos esses acidentes também podem ser vistos conforme a copia desta matéria original.

Top 10: Piores Acidentes Nucleares da Historia 

também complementando esta matéria , sobre acidentes nucleares veja o link, este artigo é um dos melhores .




As consequências não precisam mais claras o homem esta destruindo o planeta é somente pensa no lucro.

Imagens de Chernobyl


Imagens de Fukushima